Socorristas do Samu ganham novo alojamento no Ceasa

Os condutores e socorristas que atuam na base descentralizada do Samu instalada no Ceasa contam agora com um local específico para acomodação enquanto aguardam pelos chamados de atendimento. O novo espaço – que fica em frente à sede da ASSUCERE – dispõe de ambiente climatizado, aposentos masculino e feminino, armários, microondas, TV e rede de conexão Wi-Fi.
Construído por meio de uma parceria entre a associação, permissionários e o Ceasa-PE, o alojamento foi inaugurado em março deste ano e recebeu o nome do ex-presidente da ASSUCERE, Edimilson Batista da Costa, atual vice-presidente da entidade. “Sinto-me honrado com essa homenagem”, disse ele, após o descerramento da placa.
A base descentraliza do Samu no Ceasa amplia e melhora a cobertura do atendimento móvel de urgência na região, dando mais agilidade às solicitações feitas à Central de Regulação 192. A base foi instalada em fevereiro de 2014, quando de uma só vez cinco novas bases de operacionalização do Samu foram implantadas no Recife, o que tornou o socorro à população da cidade mais rápido ao reduzir o tempo de espera dos chamados.
“Instaladas em pontos estratégicos, as bases aproximam o atendimento da população, chegam mais rápido aos locais das ocorrências e, consequentemente, aumentam as chances de sobrevivência das vítimas”, disse o coordenador-geral do SAMU Metropolitano do Recife, médico Leonardo Gomes. “Temos um serviço que funciona bem, com profissionais capacitados, cujo atendimento reduz o risco de sequelas e de mortalidades”, completa.
Segundo o médico, nos casos graves é possível chegar à vítima num tempo de até 13 minutos. “É essa a nossa média histórica, mas nosso intuito é reduzir essa média. Quanto mais próximo do local do acidente, mais rápido será o atendimento. Daí a importância das bases descentralizadas, como a que está instalada no Ceasa”, enfatizou Gomes.
Ainda de acordo com o médico, o atendimento pré-hospitalar avançou bastante, não apenas quanto à capacitação das equipes como também na parte de técnicas e equipamentos. Ele reconhece, contudo, que ainda há muitos desafios a ser superados. “Temos, por exemplo, urgências superlotadas nos hospitais da região metropolitana, além do desafio de vencer o trauma, que hoje é bastante epidêmico”.
Por Carlos Enrique





