Reunião com atacadistas discute o tema atacado tradicional x grandes redes de atacarejo

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A Assucere participou de um amplo debate sobre como inibir o que os empresários do atacado tradicional consideram como concorrência predatória: os atacadistas do Ceasa e de todo o Estado estão preocupados com o crescimento das grandes redes multinacionais de atacarejo, que afeta diretamente o atacado de balcão, o distribuidor e também o pequeno e médio varejista, que são os principais clientes do atacado tradicional.

A reunião ocorreu no auditório da Associação Pernambucana de Atacadistas e Distribuidores (Aspa) e contou também com a participação da Associação Pernambucana de Supermercados (Apes), como representante do varejo de vizinhança. Após extenso debate, algumas medidas foram apontadas e o próximo passo é ampliar a discussão com outras instituições empresariais, sedimentar o diálogo sobre o tema com a Secretaria da Fazenda, trocar informações, levantar dados e apresentar propostas ao Governo do Estado.

De acordo com o presidente da Aspa, José Luiz Torres, o atacarejo incentiva o varejo de vizinhança a abastecer seus respectivos pontos de venda como pessoas físicas, impactando na arrecadação de ICMS e no consequente aquecimento da economia local. Na sua avaliação, o pequeno e médio varejista que gasta de R$ 20 mil a R$ 30 mil no atacarejo acaba queimando etapas na distribuição das mercadorias. “Paraíba, Ceará e Bahia já adotaram regras mais rígidas para monitorar as compras feitas sem CNPJ”, afirma Torres.

O debate na Aspa ocorreu alguns dias após reunião promovida no Ceasa para tratar do tema, sinalizando que as duas associações estão igualmente focadas no problema. Na opinião do presidente da Assucere, João de Deus, é necessário que instituições empresariais ligadas ao varejo de bairro também se unam em torno da causa, a exemplo da Apes. “Estamos perdendo nossos clientes para as grandes redes de atacado de autosserviço. E o pior é que parte desses clientes está desaparecendo do mercado, porque o consumidor final também está deixando de comprar no varejinho para comprar no grande atacarejo. Temos que unir forças e apontar soluções antes que a situação piore. Todos os atacadistas, de dentro e de fora do Ceasa, têm que dar as mãos nesse processo”, diz.

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